Itaim Martins

ITAIM MARTINS

Alguns registros , para servir como lembrança aos que o conheceram e para informação aos que não o conheceram. Um homem inteligente, esforçado no que fazia, justo com os subordinados, sempre pronto a ajudar quem estivesse em dificuldade.  

Obrigado aos que contribuiram com fotos: Célia, Esther, João Baptista e Ana Carolina.

A certidão de nascimento.  O Cartório errou o nome da avó materna e pelo visto o Vô Martins (que foi fazer o registro) ou não percebeu ou não deu importância.

 

A formatura no Colégio Martins, em Araras, no curso de escrituração contábil.

O Colégio pertencia ao pai dele, Joaquim Martins, que se vê sentado, no centro da foto. Itaim está na primeira fila de pé, do lado direito (de quem olha) do rapaz que se encontra atrás do Vô Martins.

Itaim estava com 17 anos. Percebe-se que era um dos mais novos (se não o mais novo) da turma. Foto de 1.914.

 

Com o pai, em Três Lagoas, no quintal da casa. Vê-se ao fundo o poço de água, com o balde. Do poço vinha toda a água que se usava na casa. Data da foto: 1.916.

 

 

Em Bauru, trabalhando na Noroeste, solteiro, ano de 1.919. Morava na Pensão Celeste, na Rua Bandeirantes.

 

Itaim e Alice, foto do Casamento, Bauru, 1.921

 

Promoção a 2° Escriturário de Contabilidade, na Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, ainda interinamente, em 1.926

Observe que a designação é assinada pelo Diretor da Noroeste, Alfredo de Castilho, que foi o fundador do Esporte Clube Noroeste (de futebol) e o estádio do Noroeste leva o seu nome.



  

Participação nas atividades do Sindicato dos Ferroviários, ano de 1.933

Jornal “Correio de São Paulo”

Segunda Feira, 3 de julho de 1.933

Folha 8 / 8

FOI INAUGURADO O CONGRESSO  DOS  FERROVIÁRIOS  DO  BRASIL

PELA PRIMEIRA VEZ  EM  NOSSO  PAIZ  UMA  GRANDE  CLASSE

TRABALHADORA ESTA’  SE  ORGANIZANDO,  DESDE  O  AMAZONAS  AO  RIO  GRANDE  DO  SUL

A evolução natural da  sociedade hodierna  leva  de  enxurrada  todos  os povos da terra a um caminhar contínuo, evolutivo, em busca de novos costumes,  novos  meios  de  conveniência e relações  sociaes.

A classe  operaria  que  representa  a maioria  da  população  em  todo  o  globo  terrestre,  avança,  cada  vez  mais, em marcha  ora  lenta,  ora  precipitada, em  busca  de  melhores  dias.

Obedecendo a este  rythmo natural não  era  possível  que  o  operariado  do Brasil permanecesse  amarrado  aos  antigos  costumes e  reacções sociaes.

Apesar  do  grande  atrazo  nesta  marcha com  relação  ao  operariado  europeu  a

classe  trabalhadora  de  S.  Paulo  movimenta-se!

Tanto assim  que  já  está  arregimentada e já está começando a operar não

só  para  defender  os  seus  interesses como tambem  os  do  Brasil.

Hontem, as 13  horas,  realizou-se  á rua  General  Osório  n.  40,  a  esperada

inauguração  do  Congresso  Ferroviário Brasileiro.

.Como  se  sabe,  os  ferroviários  constituirão  a  corporação  mais  importante

da  classe  trabalhadora  em  face  da  organização social  existente.  Obrigados

pelas  circumstanclas,  foram  levados  a tomar  a  Iniciativa  de  congregarem-se

num  organismo  centralizador  de  todos  os  ferroviários do  paiz.

A Iniciativa  teve  o  mais  vivo  apoio da quasi  totalidade  dos  trabalhadores

de  Estrada  de  Ferro  dos  diversos  Estados.

‘Pela primeira  vez  no  Brasil  uma corporação  se  reuniu  representada  de

norte  a  sul,  no  sentido  de  darem  as mãos  uns  aos  outros  num  acto  de  solidariedade  e  união!

À sessão vieram  de  todas  as  estradas  de ferro  representações.  Assim  o

salão  comportou  centenas  de  pessoas.

Na relação  nominal  dos  companheiros  delegados  dos  diversos  syndicatos  junto  ao  congresso,  consta  a  seguinte  representação:

Centro Beneficente  (Syndlcato)  de Leopoldina  Railway.

Companheiros: Orestes Giogi, Jacy  Garnier  Bacellar e Oscar Azevedo  Barbosa.

(Segue extensa relação, que não transcrevo por cansativa…) 

Syndlcato  dos  Ferroviários  da  Noroeste  do  Brasil:

Companheiro: Itaim  Martins.

(Continua a longa relação)

A  sessão  foi  presidida  pelo  presidente  sr.  Armando  Avellanal  Laydner

e  secretariada  pelos  srs.  José  Antunes  de  Olivelra  e  Jacy  Garnier  Bacellar,  respectivamente  primeiro  e  segundo  secretario,

Abrindo  e  inaugurando  a  sessão  falou  o  presidente  sr.  Armando  Avellanal, cujas  palavras  foram  Immensamente applaudldas,  principalmente  as  segulntes:

não é justo,  não  é  lógico,  não é lícito que sustentemos instituições para amparar órgãos fiscallzadoras que não fiscalizam, cortes de appéllação que não nos attendem, Conselhos Naclonaes do Trabalho, perfeitamente desaconselhavels”.

Falaram em seguida os srs. Cláudio José Mello, Eurico Correia Mattos, Ferreira Lima, dr. Adalr do Couto (representante do C. N, do Trabalho); Edmundo Garrett, Alfredo Turiatl, Itaim Martins, Durval Pereira, José Antunes do Oliveira, Antônio Dias, Manuel Penedo, Casemlro Martinez. .

Todos com palavras sinceras congratularam-se com seus collegas e cltaram injustiças feitas pelo C. N, T., pedindo que se passasse telegramas ao sr, Getulio Vargas, reclamasse Justiça, que olhasse os erros e as vergonhas do alludido conselho.

Ficou deliberado que dia 3, hoje, haverá reunião para se estudar a questão da Lei da Syndicalização; dia 4, amanhã, a questão de aposentadorias e pensões; dia 6, a lei de acidentes de trabalho; dia 6, como Implantar o cooperatlvismo para organizar um patrimônio.

Foto dos participantes –  Itaim está de pé, ao fundo, o quarto, da esquerda para a direita

 Com a família, Bauru, 1.945

Da esquerda para a direita: Itaiz, Alice, Célia, Dulce Teresa, Miguel Carlos e Itaim.

 

 

Homenagem da Cooperativa dos Ferroviários a Itaim, por ocasião de seu falecimento, em 1.962

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