Emygdio e Ramiro Martins Pereira

Na primeira página das “Relíquias de Família” coloquei as informações que obtive sobre meu bisavô Joaquim Martins Pereira, médico, pai do vô Martins, com documentos e fotos, inclusive de minha bisavó Carlota Carolina, esposa dele.

Nesta nova página estou colocando o que consegui sobre o pai da Vó Aurora, o capitão Emygdio Martins Pereira, oficial do corpo de voluntários das Lavras Diamantinas, na guerra do Paraguai.

Vale lembrar que Emygdio Martins Pereira (pai da vó Autora) era um irmão mais novo do Dr. Joaquim Martins Pereira (pai do vô Martins).

Um dos documentos mais valiosos que consegui encontrar é mostrado aqui. Assim como recomendei valorizar, no primeiro post, o material que obtive na Faculdade de Medicina da Bahia, também o faço aqui, em relação ao capitão Emygdio.

Trata-se da aprovação da nomeação dele e do irmão, Ramiro Martins Pereira, pelo Minisro da Guerra do Império. A nomeação foi feita pelo Presidente da Província da Bahia (esse era o título dado na época ao cargo que hoje corresponde a Governador do Estado), no dia 05 de julho de 1.865. A aprovação, pelo Ministro da Guerra, foi publicada no “Diário Official do Império do Brasil” do dia 20 de setembro desse ano; o despacho do ministro tem a data de 09 de setembro. Lembremos que nessa época não havia comunicação fácil, nem por rádio nem por telégrafo, entre as cidades de Salvador, na Bahia e a corte, no Rio de Janeiro.  A correspondência ia por barcos a vapor.

Além desse documento acrescento  uma foto do capitão Emygdio, e outra foto da esposa dele, Maria Norberta Martins Pereira (esta já em idade avançada, mãe da vó Aurora.

E fotos recentes da Fazenda Palmeiras, em Grão Mogol, construída por Emygdio em 1.879 e muito bem preservada pelo Gildo, atual proprietário, de quem me fiz amigo.

As fotos foram feitas pelo Pedro Augusto Conde Lobo Martins, que também descende de Emygdio, pelo seu filho Pedro, irmão da vó Autora. Não deixem de ver o seguinte video no Youtube, produzido pelo Pedro, com o título de Ecos do Espinhaço, em que relata  sua viagem Grão Mogol e à Chapada Diamantina, na Bahia, onde também estiveram nossos ancestrais.

Mas vamos aos documentos.

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Diário Official do Império do Brasil – 20 de setembro de 1.865 – Primeira página

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Diário Official do Império do Brasil – 20 de setembro de 1.865 – Página 2

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Diário Official do Império do Brasil – 20 de setembro de 1.865 – Página 2 – Ampliação

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Capitão Emydio Martins Pereira (pai da vó Aurora)

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Maria Norberta Martins Pereira (mãe da vó Aurora) O círculo branco destaca a imagem dela. Ao lado direito  (para quem olha a foto) está o filho dela, Pedro Martins Pereira, irmão da vó Aurora, por parte de pai e de mãe. Do lado esquerdo está a filha Alice, irmã da vó Aurora por parte de mãe (do terceira casamento de Maria Norberta, com Felisberto de Sá). De cócoras aparece o Dr. Mauro Lobo Martins, filho do Pedro acima citado.

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Fazenda Palmeiras, em Grão Mogol. Casa construída por Emygdio Martins Pereira no ano de 1.879.

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Cama, preservada da época da construção.

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Prensa de mandioca, para fabricação de farinha. Originalmente movida por animais, hoje usando motor a gasolina.  Palmeiras_4

Casa da farinha:  Coluna de sustentação do telhado.Palmeiras_5

Peça utilizada na fabricação da farinha de mandioca.Palmeiras_6

Fábrica de farinha:  Rosca de madeira, para prensar a mandioca. Uma obra-de-arte de marcenaria, executada por escravos.

Crédito pelas fotoss da Fazenda Palmeiras:  Pedro Augusto Conde Lobo Martins, no video “Ecos do Espinhaço”. Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=23P8R_Ic5kI

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